{"id":308,"date":"2013-03-05T11:44:50","date_gmt":"2013-03-05T14:44:50","guid":{"rendered":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=308"},"modified":"2013-03-05T12:05:53","modified_gmt":"2013-03-05T15:05:53","slug":"um-congresso-internacional-sobre-astyanax","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=308","title":{"rendered":"Um congresso internacional sobre Astyanax???"},"content":{"rendered":"<p>No dia 16 de mar\u00e7o embarco para o M\u00e9xico. Vou participar do\u00a0<em>Astyanax<\/em>\u00a0International Meeting.\u00a0Em meio a uma fase bem turbulenta vou aproveitar o tema e tentar come\u00e7ar uma s\u00e9rie de postagens sobre os <em>Astyanax<\/em>, um dos principais g\u00eaneros de peixes que temos trabalhado.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 uma fase turbulenta e espero n\u00e3o me delongar nos textos pois estamos fechando os dados \u00a0do Projeto Pedag\u00f3gico do Curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas do Campus de Rio Parana\u00edba da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, onde atualmente sou coordenador do curso. Nosso prazo est\u00e1 no limite, n\u00e3o temos secret\u00e1ria(o) para as coordena\u00e7\u00f5es e tudo acaba acumulando. Infelizmente n\u00e3o podemos fazer como v\u00e1rios funcion\u00e1rios e dizer &#8220;n\u00e3o posso fazer isso pois \u00e9 desvio de fun\u00e7\u00e3o&#8221;. Professor n\u00e3o tem este privil\u00e9gio. Em meio \u00e0 revis\u00e3o de matriz curricular, reuni\u00e3o de documentos, preenchimento de formul\u00e1rios, confer\u00eancia de livros solicitados (e que n\u00e3o vieram e nem v\u00e3o ser comprados, muito provavelmente), re-solicita\u00e7\u00f5es de livros (fazendo busca por tr\u00eas or\u00e7amentos para cada t\u00edtulo), defini\u00e7\u00f5es de diretrizes para est\u00e1gio obrigat\u00f3rio, atividades complementares, Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso, etc, ainda restam as coisas mortais a serem feitas, como preparar e ministrar aula, corrigir prova, elaborar question\u00e1rios, corrigir relat\u00f3rios de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, reuni\u00e3o com alunos, compras para o laborat\u00f3rio, e por a\u00ed vai. Se n\u00e3o bastasse isso, ainda tenho participa\u00e7\u00e3o em uma banca de mestrado na quinta em Vi\u00e7osa (dois dias e meio perdidos em viagem para meio dia de trabalho na banca) e aproveitar a visita \u00e0 cidade grande para fazer o banner que ser\u00e1 apresentado no evento do M\u00e9xico. Ali\u00e1s, ainda preciso terminar o banner.<\/p>\n<p>Enfim, no meio de tudo isso ainda viajo para o M\u00e9xico para o evento. Mas que diabos \u00e9 um evento internacional sobre <em>Astyanax<\/em>? Quem \u00e9 que quer saber disso? O que \u00e9 isso? Nos pr\u00f3ximos textos tentarei abordar o assunto por v\u00e1rios \u00e2ngulos, mas hoje vamos ao b\u00e1sico.<\/p>\n<p><em>Astyanax<\/em> \u00e9 um g\u00eanero de peixes \u00f3sseos com corpo coberto de escamas, pertencente \u00e0 uma das mais numerosas ordens de peixes encontradas em \u00e1gua doce da regi\u00e3o Neotropical (formada por parte da Am\u00e9rica do Norte, Am\u00e9rica Central e boa parte da Am\u00e9rica do Sul), os Characiformes, na fam\u00edlia Characidae. S\u00e3o os peixes comumente chamados de tetras, lambaris ou piabas (dependendo da regi\u00e3o). S\u00e3o peixes de pequeno porte, com h\u00e1bito on\u00edvoro, alcan\u00e7ando at\u00e9 uns 14cm, eventualmente, dependendo da esp\u00e9cie. Habitam todo tipo de ambiente aqu\u00e1tico de \u00e1gua doce, como lagoas, rios de grande porte e riachos.<\/p>\n<p>O nome <em>Astyanax<\/em> \u00e9 em homenagem ao filho de Hector de Tr\u00f3ia. O g\u00eanero \u00e9 creditado aos pesquisadores Baird e Girard, datado de 1854, apesar de a primeira esp\u00e9cie descrita, <em>Astyanax fasciatus<\/em>, ter sido feita por Cuvier em 1819. Cuvier inicialmente havia descrito como outro g\u00eanero e s\u00f3 posteriormente isto foi revisado. Ali\u00e1s, para esta esp\u00e9cie a quest\u00e3o toda \u00e9 t\u00e3o confusa que em sua descri\u00e7\u00e3o consta que a localidade tipo (o local exato onde o exemplar que deve balisar toda a esp\u00e9cie &#8211; o tipo &#8211; foi coletado) \u00e9 &#8220;rios do Brasil&#8221;. Para qualquer um que tem a m\u00ednima no\u00e7\u00e3o da hidrografia brasileira esta localidade tipo \u00e9 uma piada.<\/p>\n<p>De acordo com o <a href=\"http:\/\/http:\/\/www.fishbase.org\" target=\"_blank\">Fish Base<\/a>, uma base de dados mundial sobre esp\u00e9cies de peixes, hoje h\u00e1 <a href=\"http:\/\/www.fishbase.org\/identification\/SpeciesList.php?genus=Astyanax#result\" target=\"_blank\">137 esp\u00e9cies de Astyanax cadastradas<\/a>. Este n\u00famero tem crescido bastante ap\u00f3s trabalhos que fazem revis\u00f5es nos materiais depositados em museus em compara\u00e7\u00e3o com novos exemplares obtidos na natureza. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel resolver estas quest\u00f5es como a levantada sobre o <em>Astyanax fasciatus<\/em>, mas muitas vezes isso \u00e9 muito complicado. A complica\u00e7\u00e3o come\u00e7a pelo fato que os primeiros exemplares descritos n\u00e3o est\u00e3o em museus no Brasil. Adicionalmente, s\u00e3o exemplares muito velhos e j\u00e1 perderam boa parte das caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos textos vou abordar o que torna este g\u00eanero t\u00e3o interessante a ponto de haver um evento internacional s\u00f3 sobre ele.<\/p>\n<p>P.S.: Esqueci de mencionar um torcicolo terr\u00edvel. Ser\u00e1 que \u00e9 estresse?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 16 de mar\u00e7o embarco para o M\u00e9xico. 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