{"id":2089,"date":"2015-09-23T23:03:45","date_gmt":"2015-09-24T02:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=2089"},"modified":"2015-09-23T23:04:21","modified_gmt":"2015-09-24T02:04:21","slug":"imprecisao-e-licenca-cientifica-o-retorno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=2089","title":{"rendered":"Imprecis\u00e3o e licen\u00e7a cient\u00edfica, o retorno"},"content":{"rendered":"<p>Este artigo foi escrito a quatro m\u00e3os, com a colabora\u00e7\u00e3o de minha esposa Karine, que tamb\u00e9m \u00e9 doutora em Gen\u00e9tica e muito interessada em divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tanto que colaboramos h\u00e1 muito tempo na manuten\u00e7\u00e3o do site Bioci\u00eancia.org e agora em outras a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na UFV. Publicado no\u00a0Observat\u00f3rio da Imprensa em 27\/11\/2007.<\/p>\n<p>O tema \u00e9 recorrente: erros conceituais sendo transmitidos ao p\u00fablico como informa\u00e7\u00e3o correta atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante para ter no\u00e7\u00e3o de quanto tempo batemos na tecla de que &#8220;c\u00f3digo gen\u00e9tico&#8221; n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de genoma.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p>Por Rubens Pazza e Karine Frehner Kavalco<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando eu uso uma palavra, ela significa exatamente o que eu quis que ela significasse, nada mais, nada menos.\u2019 (<b>Lewis Carroll<\/b>, em <i>Alice no pa\u00eds das maravilhas<\/i>)&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Imagine se cada um utilizasse, no cotidiano, palavras conhecidas mas com significados pr\u00f3prios. Como seria poss\u00edvel manter um di\u00e1logo, discutir as a\u00e7\u00f5es dos pol\u00edticos, os acontecimentos di\u00e1rios, as pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es humanas, ou simplesmente comprar um p\u00e3ozinho na padaria da esquina? H\u00e1 uma vertente da ling\u00fc\u00edstica que afirma que o importante na comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a exatid\u00e3o, mas a capacidade de compreens\u00e3o do ouvinte. Se o ouvinte entendeu a mensagem, n\u00e3o importa que palavras o interlocutor utilizou. A inten\u00e7\u00e3o, aqui, n\u00e3o \u00e9 discutir se esta ou aquela vertente da ling\u00fc\u00edstica \u00e9 mais adequada ou correta, mas insistir na quest\u00e3o de que a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica requer responsabilidade e informa\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n<p>As not\u00edcias cient\u00edficas veiculadas pela m\u00eddia, tanto impressa quanto em hipertexto, freq\u00fcentemente apresentam problemas de imprecis\u00e3o, em especial nos termos utilizados, o que j\u00e1 foi abordado como uma \u2018licen\u00e7a cient\u00edfica\u2019 (ver, neste <i>Observat\u00f3rio<\/i>, \u2018<a href=\"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=2038\" target=\"_blank\">Da analogia imperfeita \u00e0s distor\u00e7\u00f5es<\/a>\u2018). Um caso extremamente recorrente e que desejamos discutir no presente texto \u00e9 o da utiliza\u00e7\u00e3o do termo \u2018c\u00f3digo gen\u00e9tico\u2019. Um r\u00e1pido levantamento das not\u00edcias veiculadas em websites de grandes jornais do pa\u00eds, como a <i>Folha de S. Paulo<\/i> e <i>O Estado de S. Paulo<\/i>, entre outros, demonstrou que, em absolutamente todos os casos em que o termo \u2018c\u00f3digo gen\u00e9tico\u2019 foi utilizado, seu emprego foi incorreto. Embora em menor grau, at\u00e9 revistas especializadas como a<i>Scientific American Brasil<\/i> j\u00e1 tiveram seu momento de licen\u00e7a cient\u00edfica em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00f3digo gen\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>A l\u00edngua da hereditariedade<\/strong><\/p>\n<p>Antes de discutir os empregos adotados pelos jornalistas para o termo \u2018c\u00f3digo gen\u00e9tico\u2019, vamos relembrar de onde ele surgiu e seu verdadeiro significado. O in\u00edcio do s\u00e9culo 20 foi marcado, dentro da \u00e1rea da biologia, pela elucida\u00e7\u00e3o dos mecanismos de heran\u00e7a das caracter\u00edsticas e pelo papel do DNA (\u00e1cido desoxirribonucl\u00e9ico) no processo. Em meados da d\u00e9cada de 1950, mais precisamente em 1953, Watson e Crick desvendaram a estrutura do DNA (sobre os ombros de gigantes, que descobriram outras informa\u00e7\u00f5es pertinentes) e seu mecanismo de replica\u00e7\u00e3o, ou seja, como uma mol\u00e9cula de DNA serve de molde para a constru\u00e7\u00e3o de outra mol\u00e9cula de DNA. A partir da\u00ed, soubemos que o DNA \u00e9 composto por unidades repetidas de mol\u00e9culas menores, os nucleot\u00eddeos, e que estes podem ser de quatro tipos \u2013 adenina, timina, citosina e guanina, representados pelas letras A, T, C e G, respectivamente.<\/p>\n<p>Detalhes maiores sobre a estrutura do DNA s\u00e3o irrelevantes, no momento. Uma analogia freq\u00fcentemente utilizada por autores de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, como Richard Dawkins, \u00e9 a de que o genoma humano, por exemplo, seria formado por uma biblioteca composta por 23 volumes (cromossomos). Cada volume tem diversas p\u00e1ginas com palavras escritas pela disposi\u00e7\u00e3o seq\u00fcencial de letras (nucleot\u00eddeos).<\/p>\n<p>Semelhantemente ao DNA, as prote\u00ednas s\u00e3o formadas por unidades menores, os amino\u00e1cidos, que s\u00e3o unidos uns aos outros de forma linear (mais uma vez, detalhes s\u00e3o irrelevantes). Isso significa que a informa\u00e7\u00e3o heredit\u00e1ria (DNA) contida em cada volume est\u00e1 escrita em uma l\u00edngua, enquanto as caracter\u00edsticas (prote\u00ednas) est\u00e3o escritas em outra l\u00edngua, ou seja, a informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 codificada. A dificuldade da empreitada de se decifrar a codifica\u00e7\u00e3o utilizada pelos organismos vivos era a de que a l\u00edngua da hereditariedade era composta por seq\u00fc\u00eancias de quatro letras (nucleot\u00eddeos), enquanto a l\u00edngua das caracter\u00edsticas era formada por 20 letras (amino\u00e1cidos). Tornou-se necess\u00e1rio, ent\u00e3o, desvendar qual seria o dicion\u00e1rio que traduz a informa\u00e7\u00e3o de uma l\u00edngua para outra, ou seja, qual seria o c\u00f3digo da hereditariedade, ou c\u00f3digo gen\u00e9tico.<\/p>\n<p><strong>Uma nova seq\u00fc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O astr\u00f4nomo Gamow, com importante contribui\u00e7\u00e3o na teoria do Big Bang, foi um dos primeiros a dedicar-se \u00e0 empreitada de desvendar o c\u00f3digo gen\u00e9tico. A conclus\u00e3o relatada posteriormente \u00e9 a de que cada grupo de tr\u00eas nucleot\u00eddeos (denominado um c\u00f3don) no DNA significa um amino\u00e1cido na prote\u00edna. Por exemplo, o c\u00f3don ATG significa o amino\u00e1cido metionina. O que \u00e9 mais importante nesta descoberta (sem entrar em detalhes) \u00e9 que este c\u00f3digo \u00e9 o mesmo para a imensa maioria dos organismos vivos, de modo que o c\u00f3digo gen\u00e9tico \u00e9 considerado universal. Ou seja, o mesmo dicion\u00e1rio traduz a informa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 nas plantas, nos animais, nas bact\u00e9rias. O c\u00f3digo gen\u00e9tico \u00e9 uma das mais fortes evid\u00eancias de ancestralidade comum entre todos os organismos vivos.<\/p>\n<p>Assim, quando lemos nos jornais, revistas e websites que um grupo de pesquisadores desvendou o c\u00f3digo gen\u00e9tico de determinado organismo vivo, o que se espera \u00e9 que eles tenham descoberto um novo dicion\u00e1rio, n\u00e3o um novo livro. No entanto, o que vemos na leitura da \u00edntegra da not\u00edcia ou do artigo origin\u00e1rio publicado pelos pesquisadores, na imensa maioria destas not\u00edcias, \u00e9 que a pesquisa, na verdade, trata do seq\u00fcenciamento do genoma, o que nada mais \u00e9 que a descoberta da seq\u00fc\u00eancia dos nucleot\u00eddeos do DNA do organismo, ou seja, a leitura de outro livro. Os cientistas decifraram as palavras do livro, e n\u00e3o um novo dicion\u00e1rio. O caso mais recente foi o do fungo da caspa. O que foi descoberto \u00e9 qual a seq\u00fc\u00eancia de nucleot\u00eddeos do DNA do fungo, e n\u00e3o de que forma o fungo traduz a informa\u00e7\u00e3o de seu DNA em prote\u00edna; afinal, isso j\u00e1 est\u00e1 devidamente conhecido.<\/p>\n<p>Para ilustrar este erro comum, voltemos ao c\u00f3don exemplificado anteriormente. ATG significa o amino\u00e1cido metionina. Um novo c\u00f3digo seria a descoberta de um organismo onde a seq\u00fc\u00eancia ATG signifique o amino\u00e1cido leucina, por exemplo. Isto \u00e9 um novo c\u00f3digo.<\/p>\n<p><strong>Morse e a mensagem<\/strong><\/p>\n<p>Para se observar a imensa quantidade de not\u00edcias com uso incorreto do termo, seria de se esperar que fosse um termo muito restrito e dif\u00edcil de ser encontrado. Mas n\u00e3o \u00e9. Qualquer livro de Gen\u00e9tica ou Biologia Molecular traz a explica\u00e7\u00e3o sobre o c\u00f3digo gen\u00e9tico nos cap\u00edtulos que tratam da s\u00edntese das prote\u00ednas. O processo \u00e9 chamado, n\u00e3o por acaso, de \u2018tradu\u00e7\u00e3o\u2019. E tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um termo novo, mas com pelo menos 50 anos de uso. Por que ent\u00e3o a insist\u00eancia na inexatid\u00e3o?<\/p>\n<p>Poderia se pensar que, como acontece com outros termos que foram incorporados pelos cientistas ap\u00f3s uma ampla utiliza\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o, os jornalistas estivessem apenas utilizando-se da terminologia j\u00e1 existente e aplicando-a \u00e0s novidades publicadas pelos cientistas. Ent\u00e3o precisamos recorrer aos dicion\u00e1rios e verificar o significado de c\u00f3digo. De acordo com o dicion\u00e1rio eletr\u00f4nico Michaelis, c\u00f3digo \u00e9 \u2018um sistema ling\u00fc\u00edstico, pelo qual se transcreve ou traduz uma mensagem\u2019. O dicion\u00e1rio n\u00e3o informa que cada nova mensagem \u00e9 um novo c\u00f3digo, mas que c\u00f3digo \u00e9 um sistema pelo qual uma mensagem \u00e9 traduzida. Podemos ilustrar.<\/p>\n<p>Imagine uma situa\u00e7\u00e3o de guerra. A intelig\u00eancia de um determinado pa\u00eds intercepta uma seq\u00fc\u00eancia de bips curtos e longos. Percebe-se logo que n\u00e3o se trata de bips aleat\u00f3rios, mas de uma mensagem codificada. Por sorte, a intelig\u00eancia reconhece que o c\u00f3digo utilizado pelos inimigos \u00e9 o c\u00f3digo Morse. Assim, \u00e9 poss\u00edvel traduzir a mensagem codificada para a l\u00edngua do inimigo e, com um int\u00e9rprete, traduzi-la para a l\u00edngua nativa. A mensagem poderia dizer a que horas, por exemplo, haver\u00e1 um ataque. Algumas horas depois, a intelig\u00eancia recebe outra seq\u00fc\u00eancia de bips. \u00c9 outra mensagem codificada em c\u00f3digo Morse. Ser\u00e1 que nesta situa\u00e7\u00e3o o jornal publicaria que a intelig\u00eancia decifrou um novo c\u00f3digo Morse vindo do inimigo? Ou a manchete diria que a intelig\u00eancia decifrou uma nova mensagem vinda do inimigo?<\/p>\n<p><strong>Divulga\u00e7\u00e3o de qualidade<\/strong><\/p>\n<p>Pois bem. Cada seq\u00fc\u00eancia de nucleot\u00eddeos do DNA de uma esp\u00e9cie \u00e9 uma nova mensagem a ser decifrada, n\u00e3o um novo c\u00f3digo. O c\u00f3digo gen\u00e9tico \u00e9 universal, ou seja, \u00e9 o mesmo para quase todas as esp\u00e9cies. Sendo assim, \u00e9 adequado escrever que \u2018as v\u00edtimas do acidente da TAM ser\u00e3o identificadas pelo c\u00f3digo gen\u00e9tico\u2019, como est\u00e1 escrito em uma not\u00edcia da \u00e9poca do acidente, em julho deste ano?<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 demais repetir: a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica requer responsabilidade. \u00c9 ela quem fornece ao p\u00fablico o embasamento que ser\u00e1 utilizado em momentos de decis\u00f5es importantes, como discuss\u00f5es sobre o aborto, organismos geneticamente modificados, uso de c\u00e9lulas-tronco, clonagem etc. S\u00e3o de responsabilidade do editor da \u00e1rea n\u00e3o somente os artigos escritos por seus jornalistas, mas tamb\u00e9m os traduzidos a partir de not\u00edcias do exterior, pois tais erros n\u00e3o s\u00e3o exclusividade de brasileiros.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o se pode esperar que um jornalista tenha conhecimento absoluto de todas as \u00e1reas cient\u00edficas. Uma das solu\u00e7\u00f5es para minimizar tais erros \u00e9 que os cientistas tenham um engajamento maior na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de qualidade; outra op\u00e7\u00e3o seria a utiliza\u00e7\u00e3o mais acentuada de consultores especializados por parte da grande m\u00eddia. De qualquer forma, devemos continuar lutando por uma divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de qualidade, que forne\u00e7a informa\u00e7\u00f5es coerentes e corretas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo foi escrito a quatro m\u00e3os, com a colabora\u00e7\u00e3o de minha esposa Karine, que tamb\u00e9m \u00e9 doutora em Gen\u00e9tica e muito interessada em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[5],"tags":[184,26,256,129],"class_list":["post-2089","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencia","tag-codigo-genetico","tag-divulgacao-cientifica","tag-genoma","tag-popularizacao-da-ciencia"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2089"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2091,"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2089\/revisions\/2091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}