{"id":2083,"date":"2015-09-21T22:55:45","date_gmt":"2015-09-22T01:55:45","guid":{"rendered":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=2083"},"modified":"2015-09-21T22:55:45","modified_gmt":"2015-09-22T01:55:45","slug":"uma-questao-de-responsabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/darwin.crp.ufv.br\/dnacetico\/?p=2083","title":{"rendered":"Uma quest\u00e3o de responsabilidade"},"content":{"rendered":"<p>Divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de qualidade \u00e9 algo raro. S\u00e3o poucos os verdadeiros cientistas que se disp\u00f5em a dedicar uma parte de seu tempo escrevendo para o p\u00fablico em geral. At\u00e9 por isso, os poucos que assim o fazem devem ter um cuidado redobrado para evitar erros de interpreta\u00e7\u00e3o por parte do p\u00fablico ou at\u00e9 mesmo evitar que suas convic\u00e7\u00f5es pessoais atrapalhem o bom entendimento de assuntos delicados. Na realidade, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel evitar adicionar as convic\u00e7\u00f5es pessoais nos textos em muitos casos, mas \u00e9 importante que o p\u00fablico saiba at\u00e9 onde \u00e9 fato e at\u00e9 onde s\u00e3o opini\u00f5es do escritor.<\/p>\n<p>Neste texto, publicado no\u00a0<a href=\"http:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/jornal-de-debates\/uma-questao-de-responsabilidade\/\" target=\"_blank\">Observat\u00f3rio da Imprensa em 03\/07\/2007<\/a>, eu fa\u00e7o uma an\u00e1lise de um artigo do Dr. S\u00e9rgio Penna, renomado geneticista brasileiro, e das id\u00e9ias de outros defensores do anti-adaptacionismo.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>\u2018Grandes poderes requerem grandes responsabilidades\u2019, disse Ben Parker ao jovem Peter, que recentemente havia adquirido grandes poderes de uma aranha especial (grande sucesso dos quadrinhos e do cinema \u2013 <i>Homem Aranha<\/i>). O poder da autoridade na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o deve fugir desta m\u00e1xima. O contato que o p\u00fablico em geral tem com ci\u00eancia al\u00e9m dos bancos da escola s\u00e3o os artigos e reportagens veiculados nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, como jornais e revistas (e atualmente, tamb\u00e9m a internet). \u00c9 nesse campo que os cientistas precisam se dedicar ao m\u00e1ximo para levar ao p\u00fablico informa\u00e7\u00e3o correta e sem distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O p\u00fablico em geral desconhece o debate por tr\u00e1s da not\u00edcia e muitas vezes est\u00e1 alheio ao m\u00e9todo cient\u00edfico. Da\u00ed, a grande responsabilidade em se levar informa\u00e7\u00f5es corretas e sem vi\u00e9s interpretativo ao p\u00fablico, que confia na palavra do cientista. Al\u00e9m disso, \u00e9 interessante como muitas vezes a opini\u00e3o de uma autoridade sobre um determinado assunto passa a ser lei, mesmo que n\u00e3o esteja embasada em qualquer evid\u00eancia cient\u00edfica para tanto. O dr. Francis Collins, um dos homens por tr\u00e1s do desvendamento do genoma humano, comentou sobre sua experi\u00eancia em conseguir adequar a religi\u00e3o que segue com a ci\u00eancia que faz. Tal entrevista foi suficiente para que te\u00edstas de v\u00e1rias vertentes exclamassem que a ci\u00eancia e a religi\u00e3o s\u00e3o, ent\u00e3o, misc\u00edveis, como se um ou poucos exemplos fossem suficientes para que esque\u00e7amos as diverg\u00eancias filos\u00f3ficas \u2013 afinal, foi o dr. Collins quem disse.<\/p>\n<p>Nesta an\u00e1lise, tentarei demonstrar que descuidos na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica podem causar mais preju\u00edzo do que contribuir para a percep\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia do p\u00fablico em geral, pois enaltecem m\u00e1s interpreta\u00e7\u00f5es ou apresentam vieses que podem ser correlacionados com convic\u00e7\u00f5es e expectativas pessoais.<\/p>\n<p><strong>Cultura \u00e9 fruto do c\u00e9rebro<\/strong><\/p>\n<p>O artigo em quest\u00e3o \u00e9 de autoria do dr. S\u00e9rgio Danilo Pena, professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais e autoridade em gen\u00e9tica no Brasil. Recentemente, examinou o DNA de v\u00e1rios atletas brasileiros e caracterizou a ginasta Daiane dos Santos como possuidora de um genoma tipicamente brasileiro. Em sua coluna na revista <i>Ci\u00eancia Hoje<\/i> online do dia 08\/06\/07, ele escreve sobre a \u2018desconstru\u00e7\u00e3o do fundamentalismo darwinista\u2019 (<a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/93464\" target=\"_blank'\">ver aqui<\/a>) que, quero crer (a julgar por outros artigos da coluna), deve ter sido fruto de um dia ruim.<\/p>\n<p>O artigo \u00e9 uma cr\u00edtica relacionada com o adaptacionismo, ou seja, a explica\u00e7\u00e3o adaptativa para os fatos biol\u00f3gicos \u2013 os seres vivos s\u00e3o adaptados ao meio onde vivem. Para um exemplo simples e conhecido, lembramos das mariposas salpicadas, que tiveram sua popula\u00e7\u00e3o diminu\u00edda dando lugar a uma forma mel\u00e2nica (escura) com a revolu\u00e7\u00e3o industrial na Inglaterra, uma vez que esta forma seria mais adaptada aos caules mais escurecidos pela fuligem das ind\u00fastrias, por n\u00e3o estarem t\u00e3o suscet\u00edveis a predadores quanto a forma salpicada.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica do dr. Pena ao \u2018fundamentalismo darwinista\u2019 se inicia quando ele cita seus \u00eddolos Stephen Jay Gould e Richard Lewontin e seu artigo \u2018The spandrels of San Marco and the panglossian paradigm\u2019 (os t\u00edmpanos de S\u00e3o Marcos e o paradigma panglossiano). A alus\u00e3o \u00e9 ao dr. Pangloss, personagem de <i>C\u00e2ndido<\/i>, de Voltaire, que racionalizava qualquer calamidade como se acontecesse com a melhor das inten\u00e7\u00f5es, como se esta fosse a melhor maneira poss\u00edvel. Gould e Lewontin criticam os excessos do adaptacionismo, chamando-os de \u2018paradigma panglossiano\u2019, caricaturizando o adaptacionismo como um todo, no que podemos chamar de fal\u00e1cia do espantalho \u2013 inventa-se uma nova defini\u00e7\u00e3o (ou uma caricatura, um espantalho) para um termo ou fato e depois se critica com toda a propriedade o tal espantalho como se fosse o pr\u00f3prio fato.<\/p>\n<p>Pois bem, o dr. Pena critica especialmente as explica\u00e7\u00f5es adaptacionistas do comportamento humano. Assim como Gould e Lewontin fizeram antes dele, o dr. Pena ridiculariza a explica\u00e7\u00e3o adaptacionista quando se trata de humanos: \u2018Uma das manias irritantes dos psic\u00f3logos evolutivos e sociobi\u00f3logos contadores de estorinhas evolucion\u00e1rias \u00e9 tentar explicar nossa conduta com base na observa\u00e7\u00e3o do comportamento de primatas n\u00e3o-humanos.\u2019<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, destaco o tom jocoso de \u2018contadores de estorinhas\u2019 utilizado pelo autor. Sem apresentar qualquer contra-argumento, dr. Pena ataca as explica\u00e7\u00f5es evolutivas atacando seus autores. Este tipo de argumento <i>ad hominem<\/i> n\u00e3o \u00e9 de bom tom para um texto de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ele usa o poder de sua autoridade para criticar toda uma linha de pesquisa, apenas ridicularizando os pesquisadores. O dr. Pena parece esquecer que o poder requer responsabilidade, como diria Ben Parker. Em segundo lugar, qual o problema no estudo do comportamento comparado? A n\u00e3o ser que se acredite que o ser humano foi criado em separado, a abordagem \u00e9 impertinente. Quer dizer que para analisar seq\u00fc\u00eancias de DNA e afirmar com certeza que Daiane dos Santos representa a propor\u00e7\u00e3o \u00e9tnica brasileira \u00e9 poss\u00edvel se fazer compara\u00e7\u00f5es, mas em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento n\u00e3o? Os cr\u00edticos do adaptacionismo e da psicologia evolutiva preferem dar mais valor \u00e0 cultura nesses casos, embora prefiram n\u00e3o lembrar que a cultura \u00e9 fruto do c\u00e9rebro, e n\u00e3o \u00e9 exclusividade humana.<\/p>\n<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista <i>Current Biology<\/i> h\u00e1 um artigo evidenciando a transmiss\u00e3o de cultura entre diferentes grupos de chimpanz\u00e9s (a transmiss\u00e3o de culturas dentro do mesmo grupo de chimpanz\u00e9s j\u00e1 \u00e9 conhecida h\u00e1 muito tempo). Precisamos, ent\u00e3o, descartar tudo que sabemos sobre homologias \u2013 as caracter\u00edsticas que s\u00e3o semelhantes por descend\u00eancia comum. \u00c9 a\u00ed que entram as convic\u00e7\u00f5es pessoais, pois n\u00e3o h\u00e1, em momento algum, no texto do dr. Pena, uma evid\u00eancia sequer que favore\u00e7a seu ponto de vista.<\/p>\n<p><strong>Uma estrada escorregadia<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o dr. Pena e outros \u00e1rduos lutadores contra o \u2018determinismo gen\u00e9tico\u2019 (entre eles, o geneticista Richard Lewontin, motivo pelo qual gosto de me referir a tais pessoas como Lewontinianas, em um bom sentido), se o comportamento, a moral e tudo mais relacionado com a mente humana forem moldados pelos genes, os humanos perdem seu livre-arb\u00edtrio e as possibilidades de escolher seu destino. Se a mente tamb\u00e9m \u00e9 codificada pelos genes, de acordo com o dr. Pena, \u2018o genoma se torna o equivalente secular da alma\u2019.<\/p>\n<p>Aqui seria um bom momento para exemplos, para mostrar os fatos. No entanto, que exemplos h\u00e1 no texto do dr. Pena? H\u00e1 apenas a ridiculariza\u00e7\u00e3o de explica\u00e7\u00f5es evolutivas para comportamentos humanos, como o de um estudo recente que mostrou que homens de olhos azuis acham mulheres de olhos azuis mais atraentes. A explica\u00e7\u00e3o dos autores, Bruno Laeng e colaboradores, \u00e9 a de que a prefer\u00eancia de um gen\u00f3tipo recessivo facilitaria a detec\u00e7\u00e3o inconsciente da paternidade, uma vez que se a esposa o tra\u00edsse com algu\u00e9m de olhos castanhos e engravidasse, a crian\u00e7a teria olhos castanhos e revelaria a infidelidade.<\/p>\n<p>Como bom ridicularizador do paradigma panglossiano, o coment\u00e1rio do dr. Pena foi: \u2018N\u00e3o sei o que voc\u00eas leitores acham disso, mas pessoalmente considero um disparate!!!\u2019. Haveria alguma explica\u00e7\u00e3o alternativa a ser dada em face dos dados do trabalho? Outras informa\u00e7\u00f5es relevantes poderiam ter sido apresentadas para que o leitor pudesse tirar suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es. Por exemplo: entre as mulheres de olhos azuis, n\u00e3o houve prefer\u00eancia por cor de olhos nos homens; entre homens de olhos castanhos, n\u00e3o houve prefer\u00eancia de cor de olhos nas mulheres, entre outros dados interessantes da pesquisa.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que h\u00e1 explica\u00e7\u00f5es adaptacionistas boas e m\u00e1s, como exp\u00f5e muito bem Daniel Dennet (<i>A Perigosa Id\u00e9ia de Darwin<\/i>, editora Rocco). Dennet pergunta ainda se a \u2018ascens\u00e3o e queda de sucessivas explica\u00e7\u00f5es adaptativas para v\u00e1rias coisas \u00e9 ind\u00edcio de uma ci\u00eancia saud\u00e1vel, constantemente melhorando sua vis\u00e3o, ou ser\u00e1 o h\u00e1bito patol\u00f3gico do mentiroso compulsivo que est\u00e1 sempre mudando a hist\u00f3ria?\u2019 Em resposta, Dennet comenta sobre a falta de ra\u00edzes das alternativas levantadas por Gould e Lewontin contra o adaptacionismo, o que dep\u00f5e contra a segunda op\u00e7\u00e3o. Talvez, se parassem de criar espantalhos, pudessem chegar a respostas mais fundamentadas. \u00c9 nesta estrada escorregadia que os adeptos destas id\u00e9ias seguem.<\/p>\n<p>Recentemente, foi publicado um artigo na revista <i>Nature<\/i> sobre a personalidade dos animais. Ali\u00e1s, quem j\u00e1 teve mais do que um bicho de estima\u00e7\u00e3o sabe muito bem sobre o que vou comentar. Pesquisadores descobriram que em uma popula\u00e7\u00e3o diferentes indiv\u00edduos resolvem problemas de modos diferentes (como enfrentar um predador ou fugir, por exemplo), caracter\u00edstica t\u00edpica de distintas personalidades. Ou seja, cada indiv\u00edduo tem uma personalidade pr\u00f3pria. Um outro estudo, publicado na revista <i>Current Biology<\/i> em mar\u00e7o deste ano, demonstrou que ratos apresentam metacogni\u00e7\u00e3o, a capacidade de refletir sobre o pr\u00f3prio conhecimento (tamb\u00e9m presente em primatas n\u00e3o humanos).<\/p>\n<p>Teriam tais animais livre-arb\u00edtrio para escolher seu destino ou seu comportamento seria moldado pelos genes? Ou ainda, ser\u00e1 que n\u00e3o teremos que redefinir \u2018livre-arb\u00edtrio\u2019, como j\u00e1 fizemos com \u2018linguagem\u2019 e v\u00e1rios outros termos que julg\u00e1vamos serem de exclusividade humana?<\/p>\n<p><strong>Deixar de lado convic\u00e7\u00f5es pessoais<\/strong><\/p>\n<p>Toda esta discuss\u00e3o est\u00e1 relacionada com uma controv\u00e9rsia bastante antiga \u2013 natureza <i>versus\u00a0<\/i>aprendizado. Ser\u00e1 que nosso comportamento, nossa mente, nossa personalidade \u00e9 moldada pela natureza representada pelo genoma, ou ser\u00e1 que \u00e9 puramente cultural, fruto de nosso aprendizado durante a vida? A luta contra um \u2018mestre-dos-fantoches\u2019 parece ser, de certa forma, um contra-senso quando contabilizamos o n\u00famero de deuses que o ser humano j\u00e1 venerou e que, em graus variados, interfeririam na vida humana. No entanto, a quest\u00e3o do livre-arb\u00edtrio j\u00e1 foi debatida por in\u00fameros fil\u00f3sofos, como Kant, Spinoza e Hume, entre outros, sem uma explica\u00e7\u00e3o que seja adequadamente plaus\u00edvel.<\/p>\n<p>Dizer que temos porque temos \u00e9 deixar de lado o ombro dos gigantes e apelar para explica\u00e7\u00f5es simplistas. Al\u00e9m disso, ignorar o genoma na determina\u00e7\u00e3o de nossa personalidade e deix\u00e1-la exclusivamente ao aprendizado, ou seja, aos nossos pais, amigos, cultura ou tradi\u00e7\u00e3o, torna nossa personalidade ainda mais determinada e menos livre. Ainda, de uma maneira pior, determinada a partir do meio exterior. Tal possibilidade de determina\u00e7\u00e3o a partir do meio exterior abre margens para os mais diversos planos de controle por membros dominantes. Al\u00e9m disso, estudos com g\u00eameos e com crian\u00e7as adotadas sugerem um panorama bem diferente.<\/p>\n<p>A cultura humana \u00e9 um produto da mente de forma a retroalimentar sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. Matt Ridley, em <i>O Que Nos Faz Humanos<\/i>, exibe excelentes exemplos de como o aprendizado (e outras caracter\u00edsticas da mente) \u00e9 moldado pelos genes e como os genes s\u00e3o influenciados pelo aprendizado, de modo que a controv\u00e9rsia natureza <i>versus<\/i> aprendizado deveria ser enterrada, dando lugar \u00e0 \u2018natureza atrav\u00e9s do aprendizado\u2019.<\/p>\n<p>Assim, o dr. Pena, como v\u00e1rios outros, poderia utilizar o poder de sua autoridade para desfazer conceitos errados, contribuindo com a erradica\u00e7\u00e3o de ridiculariza\u00e7\u00f5es simplistas que n\u00e3o contribuem em nada para com o conhecimento. Como comentou recentemente o dr. Glaucius Oliva, na posse dos novos membros da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, \u2018a responsabilidade sobre a maior compreens\u00e3o p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia cabe a n\u00f3s mesmos, da comunidade cient\u00edfica\u2026\u2019<\/p>\n<p>Se os detentores do poder da autoridade, colunistas e autores de artigos nas revistas de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, utilizam seu poder para deturpar ou para impor convic\u00e7\u00f5es pessoais, como teremos uma sociedade cientificamente consciente a ponto de votar, por exemplo, em um plebiscito acerca da libera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco para pesquisas? Richard Feynman, em <i>Deve ser brincadeira, sr. Feynman<\/i>, recomenda que os cientistas n\u00e3o enganem os leigos quando falam como cientistas, devendo se esfor\u00e7ar ao m\u00e1ximo para mostrar que talvez estejam errados. \u00c0s vezes precisamos deixar de lado convic\u00e7\u00f5es pessoais para levar ao p\u00fablico informa\u00e7\u00f5es corretas e sem vi\u00e9s interpretativo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de qualidade \u00e9 algo raro. 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